Estamos, meu bem, por um triz.

18 jun

Hoje eu acordei e fiquei olhando pra tudo catatônica, um misto de susto com deslumbramento. Não preciso me preocupar com nada, nem preciso ser legal com ninguém que não estou a fim, mas lógico que estando na casinha da mamãe com mamys e vovó, sempre tenho vontade de ser legal com elas. Digo que não preciso ser legal com ninguém porque me lembro de quando acordava na época de república e era obrigada e ver pessoas que eu nem sempre estava a fim, acordar já era um tédio, encontrar gente pedindo pra deixar o dinheiro da água e do IPTU as 6:30 da manhã me deixavam com o dia azedo!
Agora me dou broncas, me odeio, me amo, faço as pazes comigo cantando alto no chuveiro que inunda a casa inteira.
Deixo a casa uma zona, daqui a pouco eu arrumo tudo minuciosamente, gasto as energias como um rato de academia, ganho em troca dores musculares e assisto um filme bem besta sem me preocupar com a opinião alheia. Aproveito ao máximo procrastinando, distraída de mim mesma, alugo um Truffaut, faço contas e balanço a cabeça inconformada. Prefiro não ligar o celular, a internet e nem espiar pela porta da frente. Me dou conta que foi difícil enterrar tantos mortos e tantas rotinas. Pelo menos agora eu sei que, quando uma coisa é boa, ela é boa mesmo.

É preciso guerra pra haver paz. Quem foi que disse isso mesmo? É bom estar de volta em casa!

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