attraversiarmo.

19 dez

“Aprenda a lidar com a solidão. Aprenda a conhecer a solidão. Acostume-se a ela, pela primeira vez na sua vida. Bem-vinda à experiência humana. Mas nunca mais use o corpo ou as emoções de outra pessoa como um modo de satisfazer seus próprios anseios não realizados.“

em 21 de novembro say:

Mas se alguém me desafia e bota a mãe no meio, eu dou porrada 3 por 4 e nem me despenteio, porque eu já tô de saco cheio! (Chico Buarque) E que me desculpem os tolos, mas eu sei viver nas entrelinhas, sem me sujeitar às limitações por elas impostas…

“Decifra-me, mas não conclua. Eu posso te surpreender”.
(Clarice Lispector)

E, mais uma vez, eu repito nesse nobre (ou não) blog:

lealdade (dicionário Houaiss): s. f., qualidade de leal; sinceridade; acção leal.
lealdade (dicionário Nine): qualidade de cachorro que nem todo ser humano tem.

Deus me deu um coração grande. Mas esperto e seletivo.
Dou minha cara aos tapas. Mas só apanho uma vez.
Levo um minuto pra gostar de você. E trinta segundos pra tomar abuso da tua cara eternamente.
Dou meu pescoço por gente leal. E estendo meu dedo médio na tua cara sonsa sem pestanejar.
Eu escuto sorrindo tudo que tu me diz. Mas só acredito no que EU quero.
Eu posso te guardar no coração hoje. E te jogar no lixo amanhã.

Gente, sério, eu tenho PRO-BLE-MAS com gente sonsa. Alguém me salve de mim, man! Hahaha..

“the beautiful people, the beautiful people… it’s hard to be clean.”

E findando o incrível sweet november, nem sei porque eu gosto tanto do mês de novembro, pois ele sempre me persegue com inferno astral, e você me vê on line no msn, e vem me perguntar:

-Oi, como está?

Eu não tinha parado para pensar,!
É neste ano, acho que eu não parei, e sinceramente, como estou?
Sinto que dei um salto enorme nos últimos 365 dias, 1 ano mais velha, mais experiências acumuladas, contas de telefone, embaraços, declarações, traições e muitos litros de água a menos no meu corpo expelidas por lágrimas, e menos água no mundo também.
O clima esquentou, sempre fui politicamente correta, mas não me preocupava em exigir tais atitudes das pessoas ao meu redor. Me sentia o beija-flor apagando o incêndio da floresta, levando água no bico, enquanto toda manada fugia. Mas agora não, me sinto uma leoa lutando por um ambiente inteiramente conservado, lixo no lugar certo, reciclo, tomo banho rápido, não uso mais secador de cabelo, e uso o mínimo de energia possível. Não jogo gordura e nem café na pia, evito detergente, só compro biodegradáveis, não uso sacolinhas de supermercado, reinvento tudo o que for possível e passível de uma segunda ou nova utilização. Pouquíssima carne vermelha, mutios legumes, frutas, vegetais e sementes. Sem CFC, nada de industrializados, pouco carro e muita pernada. Economizo, rezo, reciclo, reinvento, exijo, choro e assusto! Tenha certeza de que terei lindos filhos que farão a diferença no mundo e me farão muito feliz. Quero vê-los crescer, torcer para terem o nariz da vovó, e debruçar com eles na janela vendo e rua, e contar-lhes histórias do Monteiro Lobato quando já estiverem na cama. Tenho, de sobra, a vontade de ser mãe. Mas, tenho de sobra mais ainda, medo de colocar corações no mundo. Já pensou na responsabilidade? Não digo nem a responsabilidade financeira, ou de estrutura psicológica, física, material, espiritual, etc…
Mas já pararam para pensar o estrago que uma criança faz no meio ambiente? Fraldas descartáveis, energia, brinquedos, cadernos, energia, energia, energia…
E o mundo cada vez mais quente -mais louco- Deus mandando vário sinais de que a terra já não suporta mais tal demanda! Estão exigindo demais e fazendo pouco por ela, tenho medo de que aconteça um segundo BIGBANG! Acha que eu sou louca? Vai brincando, acompanhe as notícias de hoje, e do ano em que eu nasci e tire as suas próprias conclusões!

Enfim, eu ficaria zilhões de tags expondo minhas teorias de evolução, meio ambiente e reprodução. Mas a questão não são as teorias mas sim, os novos medos e o amadurecimento.

Formei. Estudei. Ralei. Chorei. Mudei. Cansei. Empolguei. Desisti, não teve adrenalina, assim não vale a pena. Trabalhei. Trabalhando. Ralando. Dinheiro? Onde? Dignidade? Procuro! Respeito? Eu tenho! Felicidade, cultivo. Amizades, só as melhores. Espiritualidade? tenho de sobra. Fé, me guia. Paciência! Tudo é uma questão de manter a coluna ereta, a cabeça erguida, o pulmão cheio, um leve sorriso desenhado nos lábios. Dor? Nem sofro. Não MESMO! Saudade? Passa!
Alívio? Eu sinto muito alívio, mas muito mesmo! Já sei responder a pergunta de como exatamente eu me sinto: A-L-I-V-I-A-D-A! 500 quilos mais leve, a alma ás vezes pesa né?

Estou me sentindo como se tivesse aposentado uma bengala que sempre me ajudou a andar durante toda a vida. E como é bom poder andar com as minhas próprias pernas, sem “apoios incertos”. Mais do que andar, agora percebo que se desejar, posso voar e sem amarras, agora farei tudo o que a imaginação mandar, vou ali ser feliz e já volto!
Sabe por que digo isso? Porque meu maior aprendizado deste ano foi o de deixar o passado no passado! Tão difícil isso? Sim, pra mim era, sempre foi, sempre vivi no passado, na ãnsia do futuro incerto e o presente mal vivido.Mas agora como se num estalar de dedos a melodia mudasse, agora era tudo passado, e entendi que tudo que poderia ser feito, já havia sido feito.
Sorri, e respirei leve e feliz assim. Muito leve, muito feliz, o corpo quase adormecido formigante de êxtase, porque encontrei a mim mesma, a verdadeira felicidade, mora dentro de mim.
Coragem. Seria coragem a palavra certa.Coragem de abandonar sentimentos antigos, malhados, adormecidos e confortáveis. Criei coragem de abandonar o conforto e procurar a felicidade. E quer saber? Achei!

Hoje a FELICIDADE mora comigo, embalo ela no colo, passo as pernas no meio dela, ajeito ela embaixo de mim, agarro e durmo. A alegria é quem me faz carinho. Vivo tranquila. Agora não tem mais pedras e espinhos no meu caminho, eu durmo serena e acordo, com o canto dos passarinhos. Vejo fadinhas enrolandas no varal.

all rights reserved daestrela
texto idealizado por Nine Navarro
postado por Nine Navarro

“Não nasci pra viver mais ou menos, nasci com dois pares de asas, vou aonde eu me levar.”

(Clarice Lispector)

Justifica? Não! Mas me faz ter forças para continuar pedindo ao Espírito Santo que me dê seus dons, dentre eles, temperança, paciência, inteligência, sabedoria, ciência para entender as ciências sem véus e também compreender as pessoas, e principalmente que não sou nada, sem ELE!

Segue o texto, do padre Fábio de Melo:

Constatamos claramente que existe na sociedade de hoje uma suposta “cultura do imediatismo”, e se analisarmos cuidadosamente nosso proceder encontraremos nele marcas desse imediatismo vigente.

Queremos tudo pronto, do jeito que idealizamos e na hora em que pensamos. Por isso, o homem contemporâneo se perde cada vez mais em uma profunda superficialidade, pois não consegue experimentar o crescimento e a maturidade que o ato de esperar traz a cada pessoa.

Como diz o ditado: “O apressado come cru”. É verdade. Basta olhar para os fatos.
Quantas são as pessoas que se encontram infelizes ou se separaram, partiram, enfim, porque se casaram precipitadamente… Quantos jovens se encontravam ansiosos para casar e, até contrariando a muitos, se casaram antes da hora, e depois como fruto de sua impaciência vivem um verdadeiro inferno conjugal. E o que é pior: chegando até a culpar a Deus pelo seu infortúnio.
Na hora de fazer algo não se pensa em Deus nem se pergunta para Ele, depois cruelmente Ele se torna o vilão da história… É como o aborto. “Na hora de fazer ninguém pensa”, depois que acontece a gravidez surgem as justificativas: “Não tenho condições de criar essa criança”. Ou “Não tenho uma boa situação financeira, por isso não poderei dar uma boa educação [para a criança]”. Por que não se pensa nisso na hora de concretizar o ato? Por onde andava a “responsabilidade” nesse momento?

Agir precipitadamente em busca de um prazer imediato muitos querem, mas assumir as consequências de suas ações poucos ou quase ninguém quer… É nossa a responsabilidade pelos nossos atos, ou pelo menos deveria ser.

Saber esperar o tempo certo é sinal de maturidade. Quem é maduro espera, quem não o é inventa motivos ilusórios para fazer sua vontade antes do tempo.

“A paciência tudo alcança”, a espera nos faz crescer. Deus lhe dará o que você pede (se for conforme a vontade d’Ele), mas, antes, Ele o prepara para receber.

E saiba que é sempre mais do que foi pedido. Basta apenas confiar e esperar n’Ele.
Precisamos aprender a não desistir; a não desistir dos outros e, principalmente, de nós mesmos. Tudo tem seu tempo, é necessário dar tempo ao tempo, cada pessoa tem seu tempo de amadurecer e crescer, não temos o direito de desistir das pessoas impulsionados pelo nosso imediatismo.
Quem é maduro sabe esperar o tempo de cada pessoa, o tempo do amigo, da esposa, do companheiro de trabalho, entre outros. Temos que acreditar nas pessoas, enxergando além de suas fraquezas do hoje, pois o mundo está carente de pessoas que vejam nas outras a virtude que está por vir, o positivo que está escondido por detrás da imperfeição… Já existe muita gente que condena e aponta o erro, precisamos de gente que aja de forma diferente.
Você também não tem o direito de desistir de você, nem de ninguém. Calma. Aos poucos tudo se encaixa. Tenha paciência consigo, pois, “a conversão é um processo e não uma mágica…”
Tenho medo de pessoas que se acreditam práticas e resolvidas demais, pessoas que são rápidas e boas em tudo, pois estas, por inúmeras vezes, matam a muitos que precisam ter a oportunidade de ser gente; “gente que não nasce sabendo e que aprende aos poucos”.
Do que vale uma perfeição que sufoca o outro? Jesus nunca nos pediu isso. Ao contrário, Ele nos pede a misericórdia.

“Paciência não se ganha, se conquista, mas, com paciência…”. Se você não entendeu alguma coisa, não se preocupe, calma. Aos poucos você vai compreender… Aliás, quem foi que disse que você tem de entender tudo? Quem!?

Um punhado de paciência vale mais do que um barril de talentos. [Proverbio holandês]

” O vinho dá força ao coração.
Dá calor ao rosto.
Tira a melancolia.
Alivia o caminho.
Dá coragem aos mais covardes.
Faz esquecer todos os pesares.”

all rights reserved daestrela
texto idealizado por Padre Fábio de Melo
postado por Nine Navarro

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