4 jul

“A renovação carismática católica tem dado a igreja Católica almas santas. Como em todos os grupo também algumas almas confusas, mas isso não tira o brilho da RCC, como os confusos que misturam alhos com bugalhos não tiram o brilho das congregações e ordens religiosas.” Pe. Zezinho

“… falarão novas línguas” (Mc 16,17).

“… o Espírito Santo que ensina a Igreja e lhe recorda tudo o que Jesus disse, também a educa para a vida de oração, suscitando expressões que se renovam no âmbito de formas permanentes, benção, petição, intercessão, ação de graças e louvor” (do Catecismo da Igreja Católica).

A oração em línguas integra sempre a oração comunitária, onde brota com naturalidade e se traduz numa força poderosa. Faz também parte da oração pessoal, quando as palavras nos faltam, a fraqueza nos invade e se apodera de nós uma sensação de desânimo, impedindo a nossa concentração. Rezar em línguas abre o caminho para uma oração mais profunda, para um contato mais imediato com Deus.

Aquele que fala em línguas não fala aos homens, senão a Deus: ninguém o entende, pois fala coisas misteriosas, sob a ação do Espírito.
3 Aquele, porém, que profetiza fala aos homens, para edificá-los, exortá-los e consolá-los.
4 Aquele que fala em línguas edifica-se a si mesmo; mas o que profetiza, edifica a assembléia.”

1Cor 14,1 – 4.

fonte: http://www.catequisar.com.br/texto/materia/med/14.htm

Muitas pessoas, ao participar pela primeira vez de um grupo de oração, e até mesmo pessoas com algum tempo de caminhada na Igreja, se perguntam sobre a necessidade da oração e do louvor em línguas.
De fato, com a Renovação Carismática se expandindo, a oração em línguas se tornou mais conhecida entre os fiéis da Igreja. Mas, o que é realmente a oração em línguas?
Ao lermos At 2,3-13 (a vinda do Espírito Santo), percebemos como o Espírito Santo se fez presente em Pentecostes, e como houve a primeira grande manifestação da oração em línguas. Guiados pelo Espírito Santo, os apóstolos que estavam reunidos no Cenáculo com Maria, começaram a falar em outras línguas, conforme Espírito Santo lhes concedia que falassem.
Nessa leitura dos Atos dos Apóstolos percebemos o primeiro entendimento a respeito da oração em línguas: oração em uma língua diferente não estudada por aquele que pronuncia, porém entendida.
Mas, a oração em línguas como conhecemos é mais que isso, é a forma de chegarmos a Deus por meio das nossas palavras. Quanto nos faltam palavras em nossa língua para nos comunicarmos com Deus, o Espírito Santo nos inspira palavras novas, uma nova língua, com a qual podemos louvar e bendizer a Deus.
Em Coríntios 12,10, encontramos o segundo entendimento a respeito da oração em línguas, diferente daquele encontrado nos atos dos apóstolos: Não se trata de falar com os homens, mas de falar com Deus. É um modo de oração, na qual aquele que reza em línguas “edifica a si mesmo”(cf. I Cor 14, 4).
Na Igreja de Corinto, esse dom era comum. Todos estavam familiarizados com ele. Por isso, Paulo não se detém na sua descrição ou explicação como se tratasse de algo novo ou desconhecido para seus leitores. Paulo limita-se a disciplinar o uso desse dom na assembléia corintiana. Daí a dificuldade que temos hoje para entendê-lo.
“O Espírito vem em auxílio à nossa fraqueza; porque não sabemos pedir, nem orar como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inefáveis” (Rm 8,26).
O dom das línguas não consiste na emissão de simples gemidos ou suspiros inarticulados. É um discurso humano que tem a aparência de uma língua incompreensível tanto para o que fala como para os que o escutam.
É uma forma de oração particular. Não se destina ao culto público, mas à devoção privada. Não consiste em falar verdadeiras línguas estrangeiras. Não se produz em êxtase, no qual se perde o controle racional dos atos.
“Aquele que fala em línguas não fala aos homens, mas a Deus. Ninguém o compreende: movido pela inspiração enuncia coisas misteriosas” (1 Cor 14,2).
Podemos perceber que o dom de línguas é plenamente uma inspiração dada pelo Espírito Santo. É uma forma de chegarmos a Deus, pois para orarmos e louvarmos em línguas é preciso que estejamos abertos a ação do Espírito Santo.
Enfim, a oração em línguas é o cumprimento da palavra: “falarão novas línguas” (Mc 16,17b), que o próprio Senhor Jesus proferiu aos onze discípulos após ressuscitar.

É a experiência de cair no chão de costas, durante a oração de uma ou mais pessoas, numa reunião carismática.

É considerado por muitos como sendo um carisma do ESPÍRITO e por outros, como sendo apenas parte do Dom. Isto porque o acontecimento em sí tem duas partes: a “queda” e o “repouso” . Afirmam alguns que somente o “repouso” constitui o carisma, enquanto a “queda” , pode ser influenciada por um estado hipnótico ou auto sugestão, que necessariamente não estão relacionados com a ação do ESPÍRITO SANTO.

O fato acontece da seguinte forma: a pessoa que possui o carisma, ora sobre o fiel, impondo as mãos, na maioria das vezes sem toca-lo, ou tocando-o levemente, de tal forma que a pessoa que recebe a prece, ao sentir a força da oração cai ao chão, sempre amparada por auxiliares que acompanham o fenômeno. Deitada no chão, a criatura que recebeu a graça, tem uma experiência espiritual de valor notável, que naturalmente não é igual num grupo de pessoas, mas que sem dúvida, produz um efeito altamente positivo na vida de cada uma.

O fenômeno também é conhecido pelas expressões: “Dominado no ESPÍRITO”, “Cair sob o poder” , “Dormição” , “Morrer no ESPÍRITO” e simplesmente sob o nome de “A Benção”.

UM TESTEMUNHO:

Gustavo era um gaúcho forte e muito vaidoso, supervisor de uma firma automobilística em São Caetano, tinha orgulho pelo cargo que ocupava e gostava de exibir o “status” profissional. Todavia, como todas as pessoas, tinha os seus problemas e suas dificuldades, que procurava resolve-los porque lhe tiravam a tranquilidade. Com este objetivo, vinha frequentando reuniões carismáticas em São Paulo no ano de 1986, mas não queria se submeter ao repouso no ESPÍRITO, tinha vergonha e dizia: “Eu, o supervisor Gustavo deitar no chão no meio dessa turma, com meu terno de tropical inglês, não dá? Vou me sujar todo e ficar com cara de tacho. E ainda, eu sou um macho, e macho que é bom não se arrasta e nem deita no chão igual um verme. Na verdade, a única pessoa que pode derrubar um macho, é outro macho, tchê”. Na sequência das semanas, sempre desejando conseguir ajuda para superar os seus problemas, depois de cansativa insistência dos amigos e parentes, decidiu que na reunião seguinte se submeteria ao repouso no ESPÍRITO. E de fato ele cumpriu a palavra. Era uma sexta-feira, mês de Abril, quando entrou no salão paroquial ao lado da esposa. Padre Eduardo veio ao seu encontro e lhe perguntou: “O senhor deseja ser batizado no ESPÍRITO?”-“Sim, eu quero”, repondeu Gustavo. Não houve tempo para mais nada… Como ele mesmo dizia que somente um outro macho poderia derrubar um verdadeiro macho, o ESPÍRITO SANTO “sem qualquer mágoa ou ressentimento” mostrou que é um “super macho”, mal havia começado a oração, em poucos segundos jogou-o ao chão com seu “status” e toda a sua vaidade. Depois, particularmente ele nos contou: “Quando percebi que estava no chão, nem me importei com o meu terno e nem com o meu orgulho de macho, estava nos braços de JESUS e ELE curava carinhosamente todas as feridas da minha alma. Minha vida se transformou e vejo com alegria, que agora sou outra pessoa”.

O ESPÍRITO SANTO só atua quando é convidado e estimulado a exercitar os seus poderes, e procede assim, porque sobretudo ELE é o próprio AMOR, a preciosa fonte da vida, que não vai forçar ninguém a fazer o que não quer.
“O repouso do Espírito é como um dom, um presente particular que Jesus dá às pessoas”

Fale um pouco sobre o fenômeno conhecido como repouso no Espírito Santo.

O repouso do Espírito é uma novidade que está aparecendo agora, nestes últimos 25, 30 anos. Antes, era muito menos espalhado esse dom. Era mais para os santos como Santa Gema Galgani, Santa Teresa D’Avila. Padre Pio me parece que recebeu os estigmas durante o repouso do Espírito, tanto que, lá em San Giovanni Rotondo está escrito: “Eu me senti cair, repousei e vi cinco flechas, raios, que tocavam as minhas mãos, os pés e o coração”.

Jesus, para falar aos nossos corações e curar nossas feridas, deve, através desse dom, penetrar esse “aço”, que é o nosso corpo. Na presença desse sobrenatural, a pessoa não agüenta mais; cai no chão e lá, uma vez que se abandona nos braços de Deus, Jesus pode operar a maioria das curas que opera quando na maioria dos repousos do Espírito, são curas interiores, porque Deus quer fazer de nós, primeiramente, filhos verdadeiros, profundamente curados na interioridade de nosso ser, na liberdade de nosso inconsciente, que atrapalha demais o nosso mundo de hoje. Também, às vezes, cura fisicamente, porque você pode saber, como vocês todos da Internet podem saber, que no corpo a pessoa é uma coisa só, não só o físico, não só alma, espírito, mas sim num todo. E quando Jesus age, age por completo, na Sua maravilha. O que acontece: no repouso do Espírito a pessoa se sente renovada. Para terminar, como na transfiguração, onde Pedro, João disseram: “Meu Deus, deixe que fiquemos aqui, porque é muito belo o que vemos”. É Deus que se revela com sua força, com sua maravilha, é claro que, além do repouso do Espírito, desse êxtase que acontece na pessoa, precisa depois continuar a viver comprometida, porque senão o repouso do Espírito não tem efeito. Mas se a pessoa vive comprometida, se entrega completamente a Deus, é uma etapa fundamental para poder crescer.

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