Escuta-me!

13 maio

Escuta-me

Há coisas que ouvimos mas não escutamos.
Quer seja consciente ou inconscientemente, demasiadas vezes não ouvimos o que de menos bom nos dizem, e graças a isso somos capazes de manter um certo equilíbrio individual. É uma questão de escutarmos o que faz bem aos nossos ouvidos e apenas ouvirmos aquilo que vemos que de nenhuma forma contribui para o nosso crescimento enquanto pessoas.
E quando falo em “escutarmos o que faz bem aos nossos ouvidos” não me refiro, apenas, às frases bonitas que nos fazem cócegas na barriga, mas também às frases que nos gelam o coração por momentos. São estas últimas que, muitas vezes, nos empurram e nos puxam para o Outro Lado, o lado onde todos percebemos coisas como “Afinal estava errado(a)” ou “Nunca tinha pensado desta forma” e onde, por mais perdidos que nos sintamos, acabamos sempre por nos reavermos de volta.
Não ignoro, de todo, aquelas palavras que quase nos obrigam a fechar os olhos só para as escutarmos com mais atenção. Afinal, são essas as que não nos obrigam a qualquer esforço. Já dei por mim a querer prolongar uma frase no tempo, como se a pudesse amarrar com um fio de pesca e sentir-me dona dela para o resto da vida. Já dei por mim a querer atar essas mesmas palavras ao coração para que me possa refugiar nelas como que se de um porto de abrigo se tratassem.
Ainda assim, escuto tudo o que me dizem. Seja bom ou mau. E enquanto puder vou fazê-lo e repeti-lo vezes sem conta.
O resto logo se vê.
É este o segredo.

If I can dream it, then I can do it.

 

“It’s hard
Hard not to sit on your hands
Bury your head in the sand
Hard not to make other plans
And claim that you’ve done all you can
All alone
And life
Must go on

It’s hard
Hard to stand up for what’s right
And bring home the bacon each night
Hard not to break down and cry
When every ideal that you tried
Has been wrong
But you must
Carry on

It’s hard
But you know it’s worth the fight
‘Cause you know you’ve got the truth on your side
When the accusations fly
Hold tight!
Don’t be afraid of what they’ll say
Who cares what cowards think? Anyway,
They will understand one day
One day

It’s hard
Hard when you’re here all alone
And everyone else’s gone home
Harder to know right from wrong
When all objectivity’s gone
And it’s gone
But you still
Carry on

‘Cause you
You are the only one left
And you’ve got to clean up this mess
You know you’ll end up like the rest
Bitter and twisted, unless
You stay strong
And you carry on

It’s hard
But you know it’s worth the fight
‘Cause you know you’ve got the truth on your side
When the accusations fly
Hold tight!
Don’t be afraid of what they’ll say
Who cares what cowards think? Anyway,
They will understand one day
One day”

Les Jours Tristes (Yann Tiersen)

 

Já não sei gostar de mim.

 

E quando eu preciso mais de ti, nunca estás “lá”.

Dói, mas há-de passar.

 

“I can pretend that I’m not lonely
But I’ll be constantly fooling myself
I can pretend that it don’t matter
But I’ll be sitting here lying to myself
Some say love ain’t worth a buck
But I’ll give every dime I have left
To have what I’ve always
Been dreaming about
 
Everybody wants something
Gotta want something
What are you living for?
Everybody needs something
Fighting for something
I know what you’re fighting for
Cause we all

We all want someone there to hold
We just want somebody
We all want to be somebody’s one and only
We all wanna be warm when it’s cold
No one wants to be left scared and lonely”

 

Às vezes um “gosto de ti” não chega.
A vida não é feita de palavras bonitas nem de sorrisos bonitos e há coisas que não se vêem e são tanto ou mais importantes que tudo o resto…
… mas será que ninguém “vê” aquilo que eu “vejo”?

 

Eu não sei dizer

“O silencio, deixa-me ileso
E que importancia tem?
Se assim, tu ves em mim
Alguem melhor que alguem
Sei que minto, pois o que sinto
Nao é diferente de ti
Nao cedo, este segredo
E fragil e é meu

Eu nao sei…
Tanto, sobre tanta coisa
Que as vezes tenho medo
De dizer aquelas coisas
Que fazem chorar

Quem te disse, coisas tristes
Nao era igual a mim
Sim, eu sei, que choro
Mas eu posso, querer diferente pra ti

Eu nao sei…
Tanto, sobre tanta coisa
Que as vezes tenho medo
De dizer aquelas coisas
Que fazem chorar
E nao me perguntes nada
Eu nao sei dizer… “

 

Está frio. E não é só lá fora 😦

 

Por aqui fico, no teu olhar 
Perco a força sem resistir e sem mudar
Por aqui fico  
O tempo pára mas logo foge  
Estás tão perto e tão longe  
Se me visses
Um gesto não chega  
Não, não chega

Não me vês não me ouves, se ao menos sonhasses 

Nao me vês nao me ouves, se ao menos sonhasses

Por aqui fico

Na tristeza caminho só
Sem pensar no que aprendi  
Por aqui fico 
O tempo pára mas logo foge
Estas tão perto e tão longe
Se me ouvisses 
Um grito não chega 
Oh! Não chega…
Este blog precisa de animação.
Coisa que eu posso dar…
Mas não me apetece.
Há dias em que aquilo que tínhamos meio que escondido ou calado em nós decide vir à tona.
E não é nada bom…
Mas no fim… É sempre mais fácil esquecer-me de mim.
E lembrar-me de todos. E de tudo.
Vou lutando por ser eu no meio de quem não é ninguém.
Afogo-me em notas mas não me esqueço de nenhuma.
E por vezes lembro-me de ti.
Mas já não faz mal…
“…nesse teu jeito fechado
de quem mói um sentimento.”
Papel em branco. Cabeça em preto.
Papel sem linhas. Cabeça aos nós.
Ás vezes não me importava de recomeçar do zero. Apagar tudo e ser criança de novo.
Talvez tudo fosse diferente…

14 Qualidades vs. 10 Defeitos, diz-me quem sou e dou-te uma chicla!

QUALIDADES: Eficácia, racionalismo, originalidade, análise, objectividade, discrição, modéstia, fidelidade, lógica, método, precisão, prudência, sensatez, tenacidade;

DEFEITOS: Timidez, submissão, falta de ambição, mesquinhez, frieza, cepticismo, calculismo, mania da higiene e organização, minúcia.

“Eu esperei
Mas o dia não se fez melhor
E o sujo não se quis limpar,
Inventou mais flores em meu redor
Como se eu não fosse olhar!
Enfeitou as ruas para cobrir
Terra seca de não semear
Deram-me água turva a beber
Dizem cura e força e solução
Como se eu não fosse olhar!

Eu esperei
Mas o fumo não saiu da estrada
Arde o sonho em troca de nada
Dizem festa, mas é solidão
Como se eu não fosse olhar!
A mentira não se fez verdade
E a justiça não se fez mulher
A revolta não se fez vontade
Braços novos sem educação
Sangue velho chora de saudade!

Eu esperei
Dizem luta mas não há destino
Dão-me luzes mas não é caminho
Dizem corre mas não é batalha
Como quem não quer mudar!
Esta corda não nos sai das mãos
Esta lama não nos sai do chão
Esta venda não deixa alcançar.
Cantam “armas” mas não é amor
Mão no peito mas não é amar
Fato justo mas sem lealdade
Cavaleiro mas já sem moral
Braços sujos que se vão esconder
Braços fracos não são de lutar
Braços baixos não se querem ver
Como se eu não fosse olhar!

Eu esperei
Pelo tempo transparente em nós
Pelo fruto puro de escolher
Pela força feita de alegria
Mas o povo dorme na ilusão!
E a tristeza é forma de sinal
Liberdade pode ser prisão…
Meu deus, livra-nos do mal
E acorda Portugal…”

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