Clichêzinho de Shakespeare

23 jun

Amor?  Família?  Trabalho?  Saúde vai bem.  Corpo ficando são. Dieta à risca, e academia com disciplina. Sábado e eu sofrendo com a falta da endorfina, queria uma esteira agora para correr alguns quilômetros. Liberar o stress, queimar calorias, desanuviar a cabeça, enxugar as lágrimas e as calorias.  Caber na calça é só o primeiro passo!

Isso porque  eu perdi alguns gramas nesta semana,  consegui caber naquea calça. Antes fui à farmácia, comprei lightner (não sabe o que é procura no google DERP). Fiz banho de lua, esfoliação com açúcar para ficar com a pele aveludada, passei duas camadas de óleo com cheiro de morango, e uma de creme Victoria´s Secret que ganhei de aniversário e estava guardado para uma ocasião especial. Lavei os cabelos de novo para ficarem perfumados. Fiz as unhas dos pés e das mãos às 8h da manhã, assim que acordei animadinha com o que viria neste dia de sábado. Depois do banho e das sessões de creme, passei o perfume que só uso para sair, coloquei calcinha fio dental (que odeio, e não uso todos os dias -não sou sexy), combinando com o sutiã. Milagre. Porque o que normalmente eu uso é algo combinando com a escola de samba da magueira. Roupa nova e a abençoada calça jeans, que mesmo me cabendo, me prendeu a circulação o dia todo. MERDA! Tudo isso pra que? Nem uma cerveja na geladeira! Que o chá de kawa kawa e a risperidona me dopem esta noite. Momento mais feliz do meu dia: quando eu durmo. Aí sim, tudo é possível, e lá eu sou feliz. Quero dormir, só isso e não acordar mais. As noites tem sido curtas, as lágrimas gordas e pouco saco! Ter sono é fixe porque assim não tenho tempo para deprimir.
Só tenho tempo para ter sono e para pensar que ter tanto sono não é normal.
Ai, tenho sono. Também preciso de mais tempo… isso e um monte de outras coisas que todos sabemos quais são mas ninguém diz. Preciso de um abraço. Daquele abraço, que eu não sei se já abracei, mas quero aquele abraço de imobilizar e de querer ser embalsamada ali para sempre.

– Ah aquele abraço fez-me tão bem.

Muitos meses depois. E as feridas que não saram. Que não saem de mim, que doem com uma dor diferente mas que não deixam de doer.Há marcas que ficam. Mais ou menos dormentes, consoante os dias, mas nunca desaparecem por completo. E não é preciso muito para a alma ficar em pedaços outra vez. Pedaços esquisitos, diferentes… Mas pedaços. Que doem quando se abrem e se separam.O passado foi lá atrás, mas não me larga. Subsistem os estilhaços, cá dentro. E não há cola que nos cole. Há, em vez disso, novos bocados de mim para quebrar. E é o tempo que não passa, e é a vida que não muda, e é o futuro que não chega. Errados a acumularem-se onde deviam aparecer certos, nem que fosse de vez em quando, para lhe tomar o gosto. Já esqueci o sabor de tantas coisas. E são os olhos que dizem tudo. Mas não falam. E eu queria que falassem, que uma voz lhes desse voz. E sentido. Queria palavras nos olhares.

“O pior cego é aquele que não quer ver”

Há coisas que nem sequer se dizem e tu não sabes ver com o coração. Ai saudades. Tenho saudades tuas e é uma merda não te poder dizer. Tenho saudade ainda de quem nem conheci.E quando eu preciso mais de ti, nunca estás “lá”. TU!

Dói, mas há-de passar.

 

 

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