I’m crazy but you like it

9 abr

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“Louca demais” Depois de ler a viagem do post, aposto que vão concordar comigo!

Ah como eu queria me sentar ao lado de Freud e dividir com ele um café, ou uma cerveja. Passar longas horas “trocando umas ideias” com ele sobre os meus sonhos.  Dizem que quem sonha colorido é louco, então podem mandar me internar em um hospício urgentemente. Eu sonho colorido, eu sinto, eu choro, eu vivo enquanto durmoter. E sonho, sonho demais. Sonho acordada, e dormindo então, eu consigo explorar lugares e sensações inimagináveis. Nesta noite consegui ter sensações opostas. Um sonho horrível, e outro maravilhoso. No sonho horrível eu estava no caminhão do meu pai, e quando vê as minhas irmãs estavam lá junto comigo. Já estávamos quase chegando ao nosso destino, quando derepente, me deu aquela sensação de inquietação de criança, que quer fuçar e descobrir tudo. Saí do lugar em que eu estava sentada e fui para debaixo do caminhão, e fiquei ali, entre as rodas e escapamentos, me segurando, me divertindo e tirando uma onda ali, com o caminhão em movimento. As minhas irmãs também quiseram me acompanhar. Mas o lugar era apertado e o caminhão estava andando depressa, eu avisei às meninas para que tomassem cuidado com a ro da. -Imagina se a gente cai? O caminhão passa por cima da gente e a gente se machucará muito! Tomem cuidado!

Dito e feito, a minha irmã mais velha caiu do lugar em que estávamos nos segurando, e o caminhão deu um solavanco passando por cima dela. Comecei a gritar desesperada para que o meu pai parasse o caminhão. O corpo dela estava a uma certa distância de nós. Quando o caminhão parou eu saí correndo para socorrê-la, dava para ver que ela estava desmaiada de longe. Meu Deus, eu pensei, por que será que ela desmaiou? Será que foi tão grave assim? Pelo menos dava para ver a cabeça dela de longe, nenhum sinal de sangue. Meu medo era que a roda do caminhão tivesse esmagado a cabeça dela. Tudo isso passava pela minha cabeça enquanto eu corria para socorrê-la e meu pai arás de mim. O corpinho da minha irmã continuava ali estirado, sem respiração. Ao me aproximar percebi que sua cabeça estava bem, não havia sido esmagada, mas estava ao lado do seu pé. Seu tronco foi cortado ao meio, e seu corpo virou um L. Meu Deus que desespero, só me lembro de gritar “-A culpa é minha! A culpa é minha!” Porque eu que tinha inventando aquela ideia ridícula de andar pendurada debaixo do caminhão, perto da roda. Que sensação horrível. Perda, culpa. O que eu vou dizer para as pessoas? O que eu vou dizer para Deus? Eu quero a minha irmã! Quero colar ela no meio! Quero ela brincando aqui comigo de novo, e sorrindo.  Dali a pouco eu já estava em um banheiro, lembro de me olhar no espelho e ver o rímel e o delineador escorrendo junto com as lágrimas. Que coisa horrível. Que alívio acordar e perceber que aquilo era um pesadelo. Fiquei ainda acordada por horas pensando na tragédia. Aquela vontade chorar, um aperto no peito. Orando. Deus me livre das tragédias e dos horrores. Das cenas horríveis. Não sei lidar com isso. Peço todos os dias a Deus, que me poupe das tragédias. A mim e às pessoas da minha família. Meu coração é fraco. Eu não aguento, a minha vida acabaria ali. Deus, me poupe!

Já o segundo sonho apesar de estranho, foi uma delícia! Consegui me enxergar bem no dia do casamento. A igreja não era mesma, nem o vestido, nem as pessoas. Mas me lembro exatamente da sensação que eu estava sentindo. Fiquei o dia todo arrumando o salão, enchendo bexigas. ( bexigas? festa de aniversário infantil?) rs. Não tive dia de noiva, arrumei meu cabelo rapidamente, enfiei o vestido, e estava tenando me maquiar, mas estava trêmula. Tremia igual uma vara verde. Fiz a make. Estava pronta. Nada perfeito do jeito que eu queria. Cabelo meio atrapalhado, make meio esquisita, o vestido um pouco curto, aparecendo o sapato, coisa que eu não queria, e estava me incomodando na hora, mas cheguei no local do casamento. Não sei com, mas cheguei e lembrei que não tinha escovado os dentes. Meu Deus, como casar com bafo? Não dá! Corri e fui escovar os dentes em uma fonte que fazia parte da decoração.E os fotógrafos me cegando com o flashs. Me senti uma pop star e fiquei pensando: Que tipo de noiva tem no álbum uma foto escovando os dentes? Só eu né? Escovei, respirei fundo e fui para a porta de igreja. Ali estavam vários amigos (inclusive alguns de infância que NÃO serão convidados para o casamento, afinal, nem tenho mais contato!) Mas ali estava. Ouvi a música tocar, senti o frio na barriga, e estava tentando tirar a aliança para que uma amiga entregasse para o noivo. kkkkkkk. Se me acontece uma desta no dia é bem  capaz eu eu morro e tenho 53 xilikes depois de morta. Mas apesar de estranho, foi sensacional, acho que consegui sentir pelo menos 1/8 da emoção de  deve ser a deste momento. me deu vontade rir, chorar. Lembro que quando abriu a porta da ireja, o meu comentário foi: “Agora fudeu!” kkkkkkkkk. Entrei na igreja com uma amiga, a Taisinha. E eu disse pelo canto da boca para ela: – Agora eu sei porque as noivas fogem no dia do casamento, é muita emoção! Dá vontade correr, explodir, engolir o mundo. É inexplicável!

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