Regresso

19 mar

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Ao fim de longos meses, eis-me de regresso, à prosa sem sentido e aos textos repletos de palavras exageradamente rebuscadas. Oi EGO, será que você sabe acessar a internet? Será que você consegue ler meu post? Será que lendo aqui, você me ajudará a resolver algumas questões?

EGO? Sim, o EGO é comandado pelo princípio da realidade, ou seja a parte que MOSTRAMOS aos outros. Fortalecido pela razão (oi?), o ego está preso entre os desejos do ID (tentando encontrar um jeito de realizá-los) e as regras ditadas pelo SUPEREGO.

Mas antes que eu me esqueça -Ah sim, eu me casei , e tenho momentos, nos quais me sinto a  mais completa. Nesses momentos sou invadida pela serenidade, aquela que  peço silenciosamente. E, era assim que eu queria sentir sempre  serena em equilíbrio com  a certeza de fazer a coisa certa, no momento exato, com a capacidade  de obter o melhor de cada acontecimento. Pobre de quem sonha com a família Becel. Aqui é família véio barreiro, no máááximo.  Não preciso fazer declaraçõezinhas para o marido (aqui, neste momento) (isso a gente fazia quando existe orkut, te curto pakas) e muito menos enumerar os motivos pelos quais eu me casei.

Hoje “comemoramos” (será?) dois meses de casados, mas os problemas aparecem a cada dia. Quando namorávamos (super depoimento) éramos o casal margarina mais lindo do mundo, nunca (SABE O QUE É NUNCA) tivemos nem meia briga, e se um descordava de alguma coisa, eu fazia biquinho e a gente “dava um jeito”.

Nossa comemoração: Ele no quarto de lá comendo papinha (sempre tem várias no armário), é gostosa, embora não haja nenhum glamour. E eu aqui na terceira cerveja em plena terça-feira (agora conta uma novidade). FREUD CADÊ VOCÊ? Digo e repito, eu nasci na época errada, queria ter sido amiga de Freud, sentar com ele, fumar um ópio, e tomar várias brejas (será que ele tomaria breja? Acho que não, o que Freud bebia?). Enfim…a questão não é só o casamento, a questão é que, após o casamento a vida te estapeia, e te enfia goela abaixo: CRESCE!

Para as princesinhas de plantão, recomendo: Não se casem! Casamento é para machos! E se a sua mãe está casada há 837 anos, tiro o chapéu porque o bicho pega!

Do Romantismo, passemos ao realismo-naturalismo que é mais a minha cara, e como eu sempre disse, felicidade não transforma ninguém a felicidade faz de nós improdutivos. Primeiro problema, eu sempre fui muito ID! EU QUERO E EU QUERO AGORA! CUSTE O QUE CUSTAR, EU QUERO!! E rolava namorado, mãe, avó, empregador, qualquer pessoa  que estivesse no meio. Eu quero uma calça Carlos Miele, eu quero uma bolsa Louis Voitton, eu quero uma bota Carmen Stefens! E PLIN, aqui está!

Quando você se casa tudo (fode) fica diferente, primeiramente em questão financeira, porque tudo isso, é mais difícil de ser alcançado, mesmo que você ganhe sete vezes mais, existem as despesas de casa, o cachorro, o gato, o periquito o papagaio, o casamento da prima, o aniversário da avó, a bolo do café da tarde, a pica da puta que pariu. Não existe mais, MAMÃE, ele me beliscou!!!!!!!!!!

Depois vem a parte de DAR SATISFAÇÃO ao marido. Não digo em relação a vou ali, ou vou lá. Primeiro porque não tenho amigos nesta cidade ( casar me fez mudar de cidade, de emprego, deixar mamãe e vovó para trás), todos os amigos dele são também meus amigos. Não sei andar sozinha aqui. Enfim, será que isso é bom? Nem sei. PESQUISAR! Anotado. Acordamos juntos, trabalhamos juntos, skype, msgs, celular, telefone, e-mail, facebook, almoçamos juntos, saímos juntos, voltamos para casa juntos (até aí não vejo problema, minha liberdade está sendo cerceada?) Até certo ponto sim, mas eu não me importo. O problema é dar satisfações sobre quanto custou o lápis? Porque você comprou mais um batom? Pra quê comprar uma ração tão cara para o nosso mascote? Esse salão colocou ouro na sua sobrancelha? Outro? Mais um? De novo? Mas você não precisa disso?

AFFF, esta é a parte que enlouquece, e que acerta em cheio a questão da “LIBERDADE”. Mas como uma exemplar filha única e escorpiana, dar este tipo de satisfações a todo momento, me magoa, me enche o saco (MUITO). Não posso sonhar: amor, vamos viajar no feriado de 2034? – NÃO TEMOS DINHEIRO, TEMOS CONTAS PARA PAGAR, VOCÊ FICOU LOUCA? Amor, vamos matricular nossos filhos em Harvard quando eles fizerem 18 anos? -PRIMEIRO VAMOS PAGAR O CONDOMÍNIO. E por aí vai (sei que quando ele ler isso, TOMARA QUE NÃO LEIA, porque será outro parto, ele dirá: AH MAS VOCÊ NUNCA DISSE PARA MATRICULAR NOSSOS FILHOS EM HARVARD….VC DISSE LALALALALA) É sempre assim, estas contrarrazões também me irritam, MUITO. Há sempre uma resposta, há sempre uma justificativa, há sempre um porquê, ou sempre uma indagação. Nunca um desculpa…nunca, nunca (-AH, mas hoje eu falei desculpa para você, para de ser ingrata) lá vem as contrarrazões mais uma vez. Gente lógica demais me irrita. Gente questionadora demais me irrita, gente que quer SEMPRE estar certa me irrita, gente que não pede desculpas me irrita, gente que pergunta muito sobre a minha vida. Me deixa ser eu!? Posso?

Amor, com o meu salário eu preciso de cultura, eu preciso ir ao cinema, eu preciso fazer uma atividade que eu me sinta bem. Eu preciso fazer uma pós graduação. Eu preciso emagrecer, preciso malhar em uma academia que me dê prazer. Eu preciso de roupas novas, minhas roupas estão rasgadas, logo eu entro para uma comunidade hippie. Amor eu preciso fazer as unhas, me depilar, hidratar meu cabelo, pintar meu cabelo, cuidar dos meus dentes e da minha pele. Preciso de roupas, preciso de sapatos.

Sabe a gostosa que você ficou olhando? O que por si só já irritaria qualquer mulher. Mas o meu problema é que eu penso, e penso MUITO e vou além: Ela não deve ter uma marido que fica perguntando quanto ela pagou na bolsa, na roupa ou no vestido. Que tal?

Mulher é artigo de luxo. Mulher é pra quem pode. Não estou pedindo para que você me transforme em madame, apenas estou pedindo para que você permita eu ter meus pequenos luxos. Porque sabe o vestido que eu ganhei da minha mãe há dois meses atrás? Sabe o rímel que eu paguei R$ 15,00? Quero que tudo vá para a puta que pariu, se eu pudesse faria uma fogueira e queimaria tudinho, só pela birra que peguei do negócio de tanto que você questionou, preços e formas de pagamentos. Não tenho prazer nem de usar as coisas eu GANHO, PORRA!!! Ou então pequenas coisas que eu compro, não posso curtir, não posso, não posso, não posso.

Sempre fui ID e esse SUPEREGO me irrita demasiadamente, espero encontrar a linha do meio sem dúvidas ou “nós no estômago”, sem inseguranças idiotas ou medos, mas né ta aí talvez a grande graça de tudo, ou só de alguns momentos.

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